terça-feira, 23 de novembro de 2010

De bandeja...

... para o Flu.

A taça está entregue para o time que nessa altura do campeonato venceu apenas 2 dos 10 últimos jogos disputados. Mas é a justiça dos pontos corridos que garante àqueles que nos 38 jogos tiverem melhor aproveitamento - o título de campeão.

A famosa "sorte de campeão" neste ano localiza-se extra-campo, logo ali, na tabela de jogos. Quem irá vencer o Flu para dar o título ao Coringão? O São Paulo e o Palmeiras que não! Natural?

Para muitos comentaristas, não. Segundo vários deles, não existe isso no futebol profissional. (Oi?). E ainda culpam os torcedores por não serem éticos o bastante para torcerem para seus times que não têm nada a ganhar a essa altura do campeonato. Alguns ainda vão além, dizendo que "um país em que torcedor vai a campo torcer contra o próprio time e depois se queixa dos políticos que ele mesmo elege, sua alma e sua palma". (Cuma?)

Não entendo este tipo de alusão. Se o São Paulo estivesse se prejudicando para o Corinthians não ganhar o título, acharia burrice. Mas um time que não tem a mínima pretensão, nesse fim de campeonato, deve se esforçar para dar o título ao seu maior rival? Na minha opinião: não. Creio que tudo não passa de uma legítima "sorte de campeão"...

(Destaco mais uma vez que o Corinthians não tem time para ganhar na bola. Um time que em um momento decisivo como este não vence o quase rebaixado Vitória, não pode reclamar da tabela, da entrega ou de invasão de área no gol do adversário. Perdeu, playboy.)

Azar do Cruzeiro.

Fica a sugestão de mudar os clássicos regionais para a rodada final.

sexta-feira, 19 de novembro de 2010

Teoria da Conspiração?

A discussão a respeito do não-penalti em Ronaldo não retrata o que está acontecendo neste Campeonato Brasileiro. Sequer a discussão quanto aos erros na partida de sábado, isoladamente, permitiria inferir com exatidão o que está acontecendo. Vamos aos fatos:

1- Flamengo campeão brasileiro de 2009;
2- Discussão dos institutos de pesquisa e torcedores, ainda no primeiro semestre de 2010, a respeito de qual torcida seria a maior, se Flamengo ou Corinthians;
3- Aniversário de 100 anos do Cortinthians;
4- O Corinthians é eliminado da Libertadores e perde o Campeonato Paulista;
5- Muricy recusa convite da CBF, se indispondo com o Ricardo Teixeira;
6- O Corinthians, gentilmente cede o “mano” para técnico da seleção brasileira;
7- Chefe da delegação brasileira na copa do mundo, diretor do corinthians;
8- Adiamento de partida, por conta da festa de aniversário (contra o Vasco);
9- O Ronaldo atuando pouco;
10- Diretamente da África, o Morumbi é vetado e, neste mês, se anuncia o estádio do Corinthians para a abertura da copa do mundo no brasil;
11- Onze penaltis a favor do Corinthians, dois contra;
12- Arbitragens tendenciosas favoráveis ao Corinthians, tanto que seus torcedores só se lembram de um jogo em que o Corinthians foi prejudicado - a redentora partida contra o Guarani.

Há indícios ou não, meu caro Watson?

*Texto adaptado de um comentário no blog do Juca Kfouri.

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Batalha dos Pontos Corridos

Um final de campeonato para nenhum crítico dos pontos corridos botar defeito.

Faltando poucas rodadas para o fim do campeontao, dois times que disputam a ponta da tabela entram em campo para o "mata-mata". Vale a liderança temporária, vale a derrubada de um adversário rumo ao título.

Começa o jogo. Tensão total. Os adversários se respeitam, mas não se intimidam. Lançam-se ao ataque cautelosamente e se defendem com precisão. O jogo é bom, muitos jogadores qualificados e um bandeirinha nem tanto. Um assistente FIFA - ainda não decidi, se isso é bom ou ruim - que cometeu os erros mais absurdos que já vi na história recente do futebol. Sem chororô, não sei se os lances iam resultar em gol ou não, mas deixaram um clima de alerta na sala. Cazedu gritava: "são meeeeetros"; "10 metros"!

Detalhe da arbitragem: nesse momento, as mensagens de texto começavam a chegar: "não assiste. vai passar raiva"; "juiz comprado". O que para alguns pode parecer choro, desculpa de peidorreiro ou complexo de perseguição, para outros é uma realidade. Quem não torce para times do Rio ou de São Paulo, não entende, mas a questão da arbitragem é sempre temerária para os times da periferia. Não creio que os juízes sejam comprados, apenas que há o peso da camisa, da repercussão e da imparcialidade da mídia. O Cruzeiro, aliás, não é vítima, e frequentemente é beneficiado pela arbitragem, o foi no jogo contra o Ceará, contra o Atlético-MG, no ano passado teve uma série de benefícios contra times menores. E posso elencar também um sem número de falhas contra o Cruzeiro e a favor de outros times, como um jogo no ano passado em que o Cruzeiro sofreu 5 penaltis sem marcação em um jogo contra o Palmeiras. Enfim, a questão não é contabilizar pontos perdidos e pontos ganhos com a intervenção equivocada da arbitragem, apenas destacar que "a questão da arbitragem" é sempre tensa para nós.

Voltemos ao jogo. Que belo jogo! Dava gosto de ver a organização tática e a qualidade técnica das duas equipes. Emocionava-me ver os jovens zaqueiros cruzeirenses desarmando Ronaldo e cia. cheios de classe. (Gil é meio estabanado, mas indiscutivelmente melhor que Edcarlos). Mas queríamos a vitória. Bruno César, com sua arrogância paulistana, não assimilou isso e a cada ataque ia buscar bolas na linha de fundo para evitar uma suposta "cera" do goleiro Fábio. Cruzeiro jogava bem, tão bem que um empate não estaria de bom tamanho e uma derrota ficava a cada minuto mais inimaginável.

Mas eis que acontece o inesperado. Aos 42 minutos do segundo tempo, o gordo me cai na área. Penalti. Ninguém entendeu o que havia sido marcado a princípio. Ninguém entendeu como o árbitro havia enxergado alguma falta no lance. Revolta momentanea, almofadas na TV e um controle quebrado. Fabrício vira ídolo.

Depois chegam as câmeras em slow motion de diversos ângulos, em seguida uma foto (rs) que provava a existência do penalti dentre outros artifícios midiáticos. Coisas de quem analisa o futebol de forma estática e esquece da dinâmica do jogo. O lance tornou-se a grande polêmica do feriado, cada um com sua opinião e condicionantes. A minha convicção é que se fosse Wellington Paulista no lugar do gordo não seria penalti. E me permito ir além: se não fosse marcado o penalti, não haveria reclamação.

Fim do sonho. Fim de um campeonato com gostinho de marmelada. Bom para os São Paulinos e Palmeirenses que desafiarão o Corinthians com o título da Libertadores, alegando que sem o auxílio da arbitragem brasileira, o Coringão não tem capacidade de ganhar na bola.